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Ivete Sangalo conta tudo sobre a concepção do DVD acústico


O DVD acústico de Ivete Sangalo em Trancoso ainda não tem data para ser lançado, mas muita expectativa ronda o novo trabalho. Durante entrevista na coletiva de imprensa após as gravações, a cantora falou sobre o projeto. "Me perguntaram, 'como vai ser o seu acústico'? É um momento novo, eu nunca fiz um acústico na minha vida. Eu sou uma cantora do Carnaval, da festa e da farra e quando você pensa em acústico a minha ideia era ter uma coisa assim quente, com percussão", disse.


Ivete também acredita que o lugar escolhido foi fundamental para sua carreira. "Acho que vai ser um projeto importante para a música da Bahia, cheia de tradições, e para minha carreira como compositora, tem muitas músicas de composição minha. É um passo a frente na carreira que eu só queria realizar quando eu tivesse a certeza que minha voz estivesse no melhor momento", contou. Além disso, ela buscou um lugar perto da natureza para a gravação. "Eu queria um lugar perto do mar, da natureza, que fosse dentro de um lugar histórico"


Apesar de ser um acústico, Ivete explicou que não é um projeto intimista. "Não é um projeto intimista, porque eu não sou intimista. Eu sou uma pessoa íntima, mas a tradução das minhas músicas não é desse acústico triste, mais silencioso, retraído. É um acústico quente. Esse show é tudo, menos intimista. Mas o íntimo que eu queria dele, eu consegui, com um lugar mais aconchegante, mais perto da plateia. Eu pude encostar nele, cantar com eles", disse.


Ela ainda contou que as pessoas sempre pediam um registro com suas principais canções românticas e mais lentas, as quais tinham um espaço muito reduzido dentre de seus DVDs em grandes estádios. "Eu sempre participo muito da concepção dos meus trabalhos. A construção desses arranjos foram sonhados e eu chegava em estúdio e colocava em prática tudo que estava em minha cabeça. Além de autoral nas canções, é um disco autoral na idealização", disse.


A cantora também explicou que procurou levar uma banda maior que a sua habitual, para que tivesse todos os elementos e variáveis possíveis para valorizar as interpretações. "É uma banda até maior do que a que eu trago comumente. Eu coloquei elementos como bandolim, mais violões, violinos, ukulele, a sanfona, as percussões dobradas, dois bateristas, sopro. E ficou uma coisa linda, porque eu consegui traduzir a minha música através desses instrumentos, ficou aconchegante, existem muitas possibilidades", finalizou.

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